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bradleysmith.jpgBradley R. Smith

Recordarão que em Outubro último decidimos não despender mais tempo na rodagem de novas imagens para o nosso documentário, O Grande Tabu, e limitávamo-nos a utilizar as filmagens que já temos com a maior imaginação possível de modo a podermos finalmente completar o raio do filme. Burt, o meu principal associado, informou-me que estava de acordo. Pediu-me para ir a Santa Bárbara, onde nos encontraríamos com o nosso editor e teríamos a nossa primeira reunião de pós produção.

Assim fiz. Correu bem. Um pouco antes de nos despedirmos, o Burt perguntou-me se eu não poderia organizar um pequeno evento em Baja, cujo propósito seria o de reunir (ainda mais) algumas filmagens, imagens muito especiais que o mesmo queria utilizar na “formatação” do filme, imagens adicionais do Smith a interagir com estudantes mexicanos. O nosso acordo é que tanto eu como ele temos direitos a um “corte final”, mas que a visão que dirige este filme é dele. O evento que ele queria que eu organizasse era de natureza tão modesta que não tive quaisquer problemas em aceitar. Não seria nada do género do evento que organizamos para o Corto Creativo 07 em Junho, que obteve tanto sucesso. Portanto, afinal sempre íamos rodar mais um pouco de película. Não era crise nenhuma. Continuar a ler »

Daniel do Rosário

O Governo iraniano acolhe, entre segunda e terça-feira, uma conferência para esclarecer se o Holocausto realmente existiu. E há um português que se deslocará a Teerão para ajudar o regime dos «ayatollahs» a chegar a uma conclusão final.

“Completamente irreal”, é como Flávio Gonçalves classifica a possibilidade da Alemanha nazi ter procedido ao extermínio de seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial. Este estudante de história garante não pertencer a qualquer partido, define-se politicamente como sindicalista-revolucionário e eco-anarquista e considera que o Holocausto é “o álibi perfeito” para o Estado de Israel: “qualquer coisa que Israel faça de mal, tem sempre a desculpa do Holocausto. Estão sempre a bater na mesma tecla”, afirmou ao Expresso antes de embarcar para Teerão o único participante luso na conferência ‘Revisão do Holocausto: uma Visão Global’. Continuar a ler »

Daniel do Rosário

O comentador e analista Nuno Rogeiro explicou ao EXPRESSO a partir da capital iraniana que se encontra no Irão a convite do ministério dos negócios estrangeiros daquele país para realizar uma “fact finding mission”, durante a qual manteria encontros com responsáveis políticos, representantes da sociedade civil, embaixadores e com especialistas em questões de defesa e segurança. E garante que a sua participação na conferência “Revisão do Holocausto: uma Visão Global”, que terminou ontem em Teerão, acabou por ser quase uma coincidência temporal: “entendi que, estando aqui, não podia deixar de falar sobre o assunto”. Continuar a ler »

Robert FaurissonFlávio Gonçalves

O revisionista francês Robert Faurisson terá que responder em tribunal pela acusação de ter participado na conferência de Teerão. Faurisson relatou que recebeu uma carta da polícia judiciária francesa (DCPJ) a requisitar a sua comparência perante o tribunal no dia 24 de Janeiro.

A 11 de Dezembro de 2006 a República Islâmica do Irão organizou uma conferência de dois dias intitulada “Holocausto: Visão Global”, de modo a aprofundar as alegações ocidentais a respeito desse incidente histórico, além Faurisson estiveram presentes dezenas de outros historiadores e investigadores oriundos de todo o mundo, entre eles a minha pessoa e, supostamente, o Nuno Rogeiro (se bem que eu só o tenha visto no avião destinado a Portugal). Continuar a ler »

fredriktoeben.jpgFredrick Töben

Com os Jogos Olímpicos de Pequim a aproximarem-se rapidamente surge uma multifacetada ansiedade em massa no que diz respeito à China – tanto interna quanto externa.

Em qualquer instância a política mundial assume também um papel de destaque. Afinal de contas, não é também o desporto uma espécie de guerra na qual não se utilizam armas mortíferas?

Um dos factores mais relevantes é a política externa dos EUA que actualmente ruma para uma expansão urgente da guerra no Médio Oriente, do Iraque para o Irão, entre outras coisas, o fiasco do Iraque e o declínio económico dos EUA podem ser empolados e tornados mais apelativos para consumo doméstico. Continuar a ler »